Continuo em Salamanca.
As minhas acções continuam sem subir.
Continuo sem vontade de estudar.
Continuo sem viver.
Continuo sufocada.
Continuo sem grandes amigos.
Continua o Sporting a perder.
Continuo sem pagar as propinas.
Continuo a ver pornografia no computador.
Continuo a ver filmes.
Continuo…
Resignamo-nos ao destino. Resignamo-nos que é assim que a vida tem de ser e não temos vontade, nem paciência de o contrariar.
Sentamo-nos numa cadeira. Olhamos para o céu. Pedimos uma cerveja. Fumamos um cigarro. O tempo passa. Temos esperança que ele pare. Que não tenha de escolher o que vou jantar. Que não tenha de me levantar porque vai fazer frio.
Desejamos que a nossa vida seja uma fotografia. Um momento parado no tempo. Onde aquelas pessoas, aqueles sentimentos, aquele sitio, aquela brisa, ficará ali para sempre.
Acordamos. Levamos um estalo na cara. Levantamos a cabeça. Passamos a cara por água. Apercebemo-nos que estávamos a sonhar. E resignados, mais uma vez, levantamo-nos e vamos pensar o que vai ser o jantar.
E se isto é viver… é uma merda.
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1 comentário:
Tudo o que existe é uma imagem reflexa do poder que concedes a ti mesma. Se reivindicas negatividade no teu foco, na tua visão pessoal, o teu pathos é unívoco a isso mesmo. Se, porém, refutares e aspirares mais além, lutando, no todo circunstancial que tens (que qualquer ser tem!), toda a heterogeneidade da esfera que te engloba se tornará bastante mais homogénea/poderosa para contigo mesma e para com o conjunto universal que te acompanha e sustenta. Tu és pretensão enquanto não sentires a unidade. Se é o negativo que sugas e isolas no teu corpo (seja em droga, espasmos temporários de prazer ou simples desânimo pessoal), tudo o resto é a tua maldição. Veste outra pele, aquece-te. Chega de profetismos de mediocridade, de vaticínios charados e corrompidos. Vá lá. És mais que isso. Bem mais.
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