sorriso estúpido.
começo a gostar.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
os toques, as mensagens, os sorrisos, os beijos.
as noites de luar, as mãos dadas, sexo numa espreguiçadeira.
nada valeu a pena.
anos e anos investidos num possível casamento, num possível "viveram felizes para sempre". no final, a única sensação que consegues ter é de perda, é de vazio.
apagam-se as boas recordações, apagam-se os bons momentos, quase como se eles nunca tivessem existido. a memoria e selectiva e, no final, numa esperança (estúpida) de termos menos saudades a única coisa que prevalece, a única coisa que parece prevalecer são as más memorias.
são as brigas, as discussões, os dias de silencio e as noites mal dormidas.
esquecemos nos dos jantares á luz das velas, das noites ao luar, dos pés quentes no inverno. esquecemos nos de tudo o que pode dar algum alento á alma, alguma esperança de que não foi em vão.
mas a verdade é essa. é que são anos e anos perdidos, anos investidos em alguma coisa que, mais uma vez, não levou a nada. mais uma vez ficamos decepcionados, tristes, frustrados.
interrogamos-nos se a culpa é nossa, se nós não somos interessantes, se nós não somos bons o suficiente para estar ao lado daquela pessoa que, aos nossos olhos, é maravilhosa.
choramos nos ombros dos amigos, choramos no colo da nossa mãe, choramos agarrados ás fotografias e a um passado, já, tão longínquo.
no final de todo este sofrimento, temos de ser capazes de por um sorriso na cara, de nos levantar para ir para o trabalho no outro dia de manha. de colocar uma máscara. dia, após dias, sem sabermos se algum dia terá fim.
as noites de luar, as mãos dadas, sexo numa espreguiçadeira.
nada valeu a pena.
anos e anos investidos num possível casamento, num possível "viveram felizes para sempre". no final, a única sensação que consegues ter é de perda, é de vazio.
apagam-se as boas recordações, apagam-se os bons momentos, quase como se eles nunca tivessem existido. a memoria e selectiva e, no final, numa esperança (estúpida) de termos menos saudades a única coisa que prevalece, a única coisa que parece prevalecer são as más memorias.
são as brigas, as discussões, os dias de silencio e as noites mal dormidas.
esquecemos nos dos jantares á luz das velas, das noites ao luar, dos pés quentes no inverno. esquecemos nos de tudo o que pode dar algum alento á alma, alguma esperança de que não foi em vão.
mas a verdade é essa. é que são anos e anos perdidos, anos investidos em alguma coisa que, mais uma vez, não levou a nada. mais uma vez ficamos decepcionados, tristes, frustrados.
interrogamos-nos se a culpa é nossa, se nós não somos interessantes, se nós não somos bons o suficiente para estar ao lado daquela pessoa que, aos nossos olhos, é maravilhosa.
choramos nos ombros dos amigos, choramos no colo da nossa mãe, choramos agarrados ás fotografias e a um passado, já, tão longínquo.
no final de todo este sofrimento, temos de ser capazes de por um sorriso na cara, de nos levantar para ir para o trabalho no outro dia de manha. de colocar uma máscara. dia, após dias, sem sabermos se algum dia terá fim.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
diferentes são os toques doces
nos lábios de uma pele suave feminina;
diferente são as flores de maio
nascerem em julho e acreditarem que são castanhas;
diferente é sentir um toque de homem,
por vezes frio, duro e insensível;
diferente... e sempre diferente...
desde que acreditemos no amor para além da nossa mente.
nos lábios de uma pele suave feminina;
diferente são as flores de maio
nascerem em julho e acreditarem que são castanhas;
diferente é sentir um toque de homem,
por vezes frio, duro e insensível;
diferente... e sempre diferente...
desde que acreditemos no amor para além da nossa mente.
domingo, 17 de agosto de 2008
Há dias em que mais vale…
Há dias
Em que não cabes na pele
Com que andas
Parece comprada em segunda mão
Um pouco curta nas mangas
Em que não cabes na pele
Com que andas
Parece comprada em segunda mão
Um pouco curta nas mangas
Há dias
Em que cada passo é mais um
Castigo de Deus
Parece
Que os sapatos que vês
Enfiados nos pés
Nem sequer são os teus
À noite voltas a casa
Ao porto seguro
E p´ra sarar mais esta corrida
Vais lamber a ferida
Para o canto mais escuro
Já vi
Há dias em que tu
não cabes em ti
Avança
Na cara desse torpor
Que te perde e te seduz
A espada como a um Matador
Com o gesto maior
Do seu peito Andaluz
Avança
Com a raiva que sentes
Quando rangem os dentes
Ao peso da cruz
Enfim,
Há dias em que eu
Também estou assim
Parece que pagamos os
Pecados deste mundo
Amarrados aos remos de um
Barco que está no fundo.
João Monge
Pó
Desculpa.
desculpa os meus silêncios, desculpa as minhas inseguranças, desculpa os meus medos. desculpa.
sim, eu sei que não desculpas.
amo-te.
desculpa não ter estado presente quando chamaste por mim, desculpa não te ter sabido ouvir, desculpa ter ido obrigada ver a tua peça de teatro, desculpa, desculpa.
desculpa.
talvez agora, quando tudo parece tão distante, as coisas pareçam mais nítidas. talvez agora, tudo pareça doer menos.
mas doí, carolina, doí tanto.
tenho medo. tanto medo.
sempre me tentas-te apoiar, eu sei. sempre me tentaste perceber, sempre me tentaste ajudar a compreender que tudo não passavam de inseguranças estúpidas, que tudo não passava de fantasmas. sim, fantasmas.
fantasmas que tanto perseguiram a nossa relação. fantasmas que tantas, tantas vezes apareceram para nos prejudicar.
desculpa, desculpa não os ter sabido fechar numa gaveta. desculpa ter-lhes dado espaço para aparecerem e assombrarem tudo o que restava de nós.
desculpa viver num mundo a parte, mundo esse que tantas vezes tentaste entrar. desculpa não te ter dado a chave.
agora, acho-o tão grande só para mim.
tantas e tantas vezes me ouviste a chorar baixinho, enquanto achava que dormias.
desculpa carolina, desculpa.
desculpa não ter dado valor aos teus sorrisos, aos teus pratos mal cozinhados. desculpa não ter tido paciência para as tuas inúmeras aventuras, para as tuas peripécias. desculpa não te ter dado a mão quando, apenas, querias um dedo. desculpa.
talvez, agora, tudo faça sentido. todos os teus silêncios, no final. todos os teus sorrisos fechados, os teus olhos tristes e sombrios. desculpa não me ter apercebido.
desculpa ter achado que tudo estava bem, quando fizeste tudo para que eu percebesse que não estava.
agora sim, tenho a certeza que te amei. agora sim, tenho a certeza que nada ficou por dizer.
e, ao contrário de todas as outras vezes, onde tudo parecia que tinha de ser dito, agora pode-se fazer silêncio.
olho para a tua fotografia, carolina. guardo-a. e tudo se transforma em pó.
desculpa os meus silêncios, desculpa as minhas inseguranças, desculpa os meus medos. desculpa.
sim, eu sei que não desculpas.
amo-te.
desculpa não ter estado presente quando chamaste por mim, desculpa não te ter sabido ouvir, desculpa ter ido obrigada ver a tua peça de teatro, desculpa, desculpa.
desculpa.
talvez agora, quando tudo parece tão distante, as coisas pareçam mais nítidas. talvez agora, tudo pareça doer menos.
mas doí, carolina, doí tanto.
tenho medo. tanto medo.
sempre me tentas-te apoiar, eu sei. sempre me tentaste perceber, sempre me tentaste ajudar a compreender que tudo não passavam de inseguranças estúpidas, que tudo não passava de fantasmas. sim, fantasmas.
fantasmas que tanto perseguiram a nossa relação. fantasmas que tantas, tantas vezes apareceram para nos prejudicar.
desculpa, desculpa não os ter sabido fechar numa gaveta. desculpa ter-lhes dado espaço para aparecerem e assombrarem tudo o que restava de nós.
desculpa viver num mundo a parte, mundo esse que tantas vezes tentaste entrar. desculpa não te ter dado a chave.
agora, acho-o tão grande só para mim.
tantas e tantas vezes me ouviste a chorar baixinho, enquanto achava que dormias.
desculpa carolina, desculpa.
desculpa não ter dado valor aos teus sorrisos, aos teus pratos mal cozinhados. desculpa não ter tido paciência para as tuas inúmeras aventuras, para as tuas peripécias. desculpa não te ter dado a mão quando, apenas, querias um dedo. desculpa.
talvez, agora, tudo faça sentido. todos os teus silêncios, no final. todos os teus sorrisos fechados, os teus olhos tristes e sombrios. desculpa não me ter apercebido.
desculpa ter achado que tudo estava bem, quando fizeste tudo para que eu percebesse que não estava.
agora sim, tenho a certeza que te amei. agora sim, tenho a certeza que nada ficou por dizer.
e, ao contrário de todas as outras vezes, onde tudo parecia que tinha de ser dito, agora pode-se fazer silêncio.
olho para a tua fotografia, carolina. guardo-a. e tudo se transforma em pó.
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