Estou farta da espécie humana feminina. Com o passar do tempo, vou-me apercebendo do que sentem os homens. Sim, eu sou mulher. Mas eu acho que não sou uma mulher como todas as outras. Para começar, tenho mais dois palmos de testa do que a maioria delas e, depois, eu gosto delas. Elas são sensuais (algumas), elas são bonitas (pouquíssimas), elas chamam a minha atenção (raríssimo). Mas isso não importa. O que importa é que estou farta.
Estou farta de mulheres que demoram uma hora para se arranjar na expectativa, coitadas, erróneas de saírem com um aspecto considerado decente aos olhos dos caçadores nocturnos. Que conduzem mal. Que me olham de lado. Que dizem barbaridades e futilidades como “parti uma unha”, que não gostam de política, que são feias e tem narizes estranhos, que tem bigode, que cheiram mal, que não se interessam. Que não se interessam. Gaita. Que não se interessam. Isto podia ser um texto dirigido a maioria da população mundial, interrogam-se porque o dirijo as mulheres, (se não se interrogaram ate agora, podem começar a faze-lo. Aconselho-vos a voltar atrás, a ler o texto de novo e tentar arranjar alguma lógica para o meu raciocínio), mas a resposta é simples. Eu gosto de mulheres. Por mais que elas me desiludam e sejam umas cabras. Por mais que sejam porcas e achem normal beijarem quatro rapazes numa noite e fazer sexo com eles “só porque me vou embora e gostava” (o mundo esta perdido), elas tem qualquer coisa que me da friozinho na barrinha e me faz querer mais, muito mais. O problema é que o friozinho que elas me criam, não e assim tão bom, para não deixar de suspirar cada vez que elas abrem a boca.
A mulher do século XVII não podia ser dotada de inteligência, porque não estudava. Tinha bigode, porque era normal. Cheirava mal, porque era normal. Mas tinha decência. Coisa que falta a grande maioria das mulheres hoje em dia. Com saias a mostrar tudo o que tem, pavoneiam-se pelas ruas, na esperança, de irem acompanhadas para casa. Bebem, dançam de forma espalhafatosa, gritam e caiem. Como se fossem uma montanha russa.
As mulheres são uma decepção. Lamentavelmente, são poucas que ainda se aproveitam. A minha questão é: alguma vez este ciclo vai ter fim? Ou será a mulher decente um produto da minha imaginação?
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1 comentário:
não há mulheres decentes e não há um só mundo. procura o teu.
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