segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

fui comer crepes ao quarto da francesa.
hoje, dia 2 de Fevereiro, na França é o dia dos crepes. ela lã me deu uma explicação qualquer (católica, por sinal) sobre o significado deste dia. já não me consigo recordar qual foi, mas tinha o seu interesse.
não pude deixar de achar curioso como há culturas tão diferentes da nossa, mesmo dentro da UE. quando estamos fora é que temos a percepção disso. que existem povos melhor que o nosso. que existe vida lá fora. que há pessoas diferentes de nos. que há hábitos diferentes dos nossos. muitas vezes não são melhores, nem piores, são apenas diferentes.
Erasmus ensina isso. Ensina-nos a viver com pessoas que provêem de outros países. ensina-nos a falar uma língua diferente, aprender uma culta diferente. ensina-nos a respeitar a diferença.
e uma experiencia que eu aconselho todas as pessoas a fazer. cada erasmo vem com um motivo diferente: porque estão fartos do pais, porque querem aprender uma língua nova, porque querem beber coisas diferentes.
não importa o motivo, não importa se é estúpido e se para a maioria das pessoas não faz sentido. façam as malas e venham.
deslumbrem-se por cidades inconquistadas. deslumbrem-se por pessoas diferentes de nós. deslumbrem-se. o mundo serve para isso mesmo. e sim, deslumbra-me.

1 comentário:

Corvi Umbra disse...

Não é católica. É pagã. Os senhores da mania da cruz é que como sempre meteram o bedelho onde não eram chamados e cristianizaram o que não lhes pertencia. Se antes era em nome do deus Pã, em 472, o papa Gelásio I ditou-o como festa da Purificação, celebrando a apresentação de Jesus ao templo. Depois, como não lhes bastava, a partir de 1372 foi oficialmente associada à purificação da Virgem.
Agora isso dos crepes (que por acaso também se faz em Portugal em muitas escolas já), é um símbolo de evocação solar pós-invernal pela sua forma e cor (associado a um mito antigo de quem não comesse crepes nesse dia arruinasse a sua colheita com chuvas e fados agrícolas tais que ficaria aruínado). Mais tarde começou-se a cultivar o pouco bom senso (curiosamente por motivos pagãos) e passou-se a viver este dia com crepes e moedas. Colocava-se uma moeda dentro do crepe, fazia-se uma procissão com ele e o destino era o topo de uma mobília do portador. Depois dava-se essa moeda ao primeiro pobre que se encontrasse.

E venha de lá crepes ^^