“Óscar escrito na testa”.
Decidi ir ao cinema ver o “Estranho caso de Benjamin Button”. A companhia não podia ser melhor e as criticas que tinha lido sobre o filme davam-me uma estranha sensação de entusiasmo. (sempre gostei de ir ao cinema. Gosto de ver as pessoas sentadas de forma direita a olhar para um grande ecrã. Gosto de conseguir ver os detalhes todos do filme. Gosto de comer pipocas. Gosto de atirar com as pipocas. Gosto de falar com a pessoa que está ao meu lado. Gosto de por pés em cima da cadeira da frente. gosto de ficar a ouvir a musica no final do filme. Gosto de tecer comentários ao filme e de sair, regra geral, mais bem humorada do que entrei).
Como todos vocês sabem o filme retrata a história de um bebe que nasce velho e, a medida que o tempo avança, vai ficando cada vez mais novo. Um filme curioso, mas inteligentemente bem pensado. Quando ouvi, pela primeira vez, a justificação do David Fincher para a realização do filme, não pude deixar de esboçar um sorriso. De facto, quando somos jovens, novos e ingénuos, não conseguimos ter a verdadeira percepção das coisas. Depois, quando envelhecemos, já não as conseguimos viver de forma conveniente. Ou porque o nosso aspecto já não o permite, ou porque a vida já nos ensinou demasiadas coisas. Não seriamos todos muito mais felizes, com aspecto de 20 anos aos 40? Ou aos 40 anos, com uma mentalidade de 20? Não sei. Principalmente porque não sei qual vai ser o meu estado mental nesta altura.
A verdade é que todo o filme esta em sintonia. A banda sonora, a caracterização genial. Um Brad Pitt melhor do que nunca. Uma Cate Blanchet que me tira do serio e uma historia de tirar o sono a qualquer um. Chegamos a conclusão, espera-se, que a pessoa que nos ama, estará sempre connosco. Quando somos novos e quando somos velhos. Quando somos bonitos e quando somos feios. Será a pessoa que nos apoiará sempre. Que nos amará incondicionalmente.
Acima de tudo, este filme é sobre o amor.
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