estava para ir a casa.
telefonei a minha mãe, entusiasmada, dizendo que ia apanhar o comboio das 5 da manha. o comboio, o autocarro, o táxi, uma boleia. o que houvesse. o que eu queria mesmo era ir para casa. queria ver os meus amigos, queria passear pelo chiado, queria ir cheirar o mofo, queria estar a lareira, queria abraçar a minha mãe e a minha família
passam-me rápido estes momentos. faz se uma ou outra chamada e percebe-se que, nem sempre, os sentimentos são recíprocos.
se há coisa que eu ainda não percebi é porque e que as pessoas tem filhos.
será que ter filhos é uma obrigação? será que pensam que é algo que os deixa mais completos e realizados como pessoas? não sei.
o que os pais ainda não perceberam que precisamos deles, mais, do que para nos pagarem as contas e ter os seus nomes inscritos no B.I. serão pais aqueles que nos “fazem” ? Ou serão aqueles que nos amam e nos tratam como tal?
um dia, se tiver um filho, vou tentar lembrar-me do sentimento que tenho hoje e esperar que ele nunca o sinta.
... apenas isto.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
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