domingo, 25 de janeiro de 2009

A chuva vai caindo. Devagar. Sinto-a a escorrer pela face. Não corro, não fujo. Abro os braços para o ar e sinto me vivo. Continuo a cantar e a receber aquela chuva, de braços abertos, como se uma dádiva de deus se tratasse. Sento me no chão, cruzo as pernas, contemplo esta cidade que me tira o sono, olho para as pessoas, sinto que elas não me vêem. Ainda bem. Tão depressa como começou, parou de chover. Só ficou o cheiro a terra molhada e o meu cabelo a escorrer pelos ombros. Levanto me, a custo. Respiro como se tivesse acabado de nascer. De renascer, diria. E acabei mesmo.

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