terça-feira, 24 de março de 2009

Para recordares.


2009. Ano de campanhas eleitorais. Ano de deboche para a associação académica (como todos os anos). Ano de sonhos e ilusões. Ano da liberdade afectivo-sexual na educação – “Por uma escola sem armários”
Para muitos nada significará. Para 1% da população mundial significa a luta pelos seus direitos e igualdades. Num país, que se diz moderno, numa faculdade que se diz a melhor do país, não deveria ser possível ouvir palavras como nojo, indecência, doença, pecado, quando se fala de homossexuais. Serão as pessoas ignorantes ou, simplesmente, estúpidas?
Quanto aos estúpidos, pouco haverá a fazer. Sentem-se. Bebam mais uma cerveja e esperem. Esperem e rezem, porque deus não se esqueceu de vocês e um dia, ainda vos vem iluminar.
Quanto aos ignorantes, elucido-os dizendo que a homossexualidade existe desde os primórdios da Humanidade, que não é uma escolha e que, desde 1973, deixou de ser considerada pela Associação Americana de Psiquiatria, uma doença mental.
Ironicamente e, apesar de todos os anos, inúmeras associações de defesa dos homossexuais lutarem para que os seus direitos sejam respeitados, que milhares de pessoas marchem pelo mundo inteiro a gritar por igualdade, que sejam feitas campanhas, debates e colóquios, actualmente, em países como a África do Sul, são violados e assassinados, 10 homossexuais por semana.
Terão, vocês, ilustres pensadores de mesa de bar, algo a temer? Ou a estupidez e homofobia são mesmo crónicas?

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