sábado, 28 de março de 2009

Às vezes penso no que pode fazer as mulheres felizes. Jóias. Homens (para quem gosta deles). Bom sexo. Um bom restaurante. Um bom copo de vinho. Uma casa na praia. Um vestido da Prada. Uma ida á ópera.
Penso naquilo que me pode fazer feliz. Sexo está no topo, é verdade. Mas fora isso, o que é que me faz vibrar?
Penso nas últimas vezes que fui feliz. É estranho pensar nisso. A felicidade, tantas vezes, parece longínqua. Um lugar obscuro. Um beco sem saída. Um precipício. Uma luz. Uma luz ao fundo do túnel. Andamos uma vida inteira a tentar perceber o que significa a felicidade. Abro um dicionário. Penso que ele me pode ajudar. “felicidade: ventura, bem-estar, contentamento”.
Então é isso. será tão simples quando isso?
O Sporting ganha, eu fico contente, estarei feliz?
Não será a felicidade algo mais complexo?
Não será mais do que uma mala de pele de crocodilo cara? Não será mais do que uns sapatos? Mais do que uma viagem a nova Iorque? Mais do que sexo fantástico ao amanhecer?
Seremos feliz uma vida inteira? Morreremos felizes? Viveremos felizes?
No outro dia disse a minha namorada algo como “fazes me feliz”. Depois corrigi, a medo, e disse “fazes me menos infeliz”. Serei estúpida? Ou terei, apenas, medo de ser feliz? Poderemos ter medo de atingir o estado mais perfeito do ser?
Fugimos a sete pés de um futuro que nos parece promissor. Fugimos. Fugimos com medo que nos dêem a mão e a seguir nos larguem num precipício. Fugimos com medo de estarmos enganados e de, afinal, a felicidade não existir. De não ser mais do que uma palavra no dicionário. Mas se nos perguntarem o que é que nós mais queremos na vida, a primeira coisa que nos passa pela cabeça é “ser feliz”. Mesmo que nunca venhamos a saber o que isso é. Mesmo que nunca lhe consigamos sentir o cheiro.

E tu, és feliz?

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